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A aventura no Fusca para cumprir a promessa

A aventura no Fusca para cumprir a promessa

Edição: 621 Publicado por: Paulo Henrique Nobre em 31/10/2018 as 10:48 

Valença – Chamou a atenção de vários usuários do Facebook a iniciativa do candidato a deputado federal eleito, Luiz Antônio Correa, que, um dia após os resultados nas urnas, resolveu se meter numa aventura: levar seu velho Fusca, companheiro de várias corridas eleitorais, até a capital do país. E não só ele: três companheiros da campanha foram juntos no velho automóvel e voltaram para contar como foi a viagem. Os amigos falam porque aceitaram acompanhar Luiz Antônio nessa aventura, motivada pelo desejo de agradecer pela conquista.

Luiz Walter Soares de Souza, o Waltinho, como é conhecido pelos amigos, foi o principal motorista da viagem. Renato Paes Leme, o Renatinho, viajou de motorista auxiliar, para revezar. E para acompanha-lo, Luiz Antônio ainda escolheu o amigo Jorge Antônio de Oliveira, o conhecido Fumaça. Os três explicam que não hesitaram em participar da aventura quando foram chamados. “Foi uma missão que nós fomos cumprir lá, uma promessa que ele fez. Se ele ganhasse, na primeira semana dele eleito, nós iríamos lá com ele de Fusca. Fizemos e cumprimos essa promessa!”, disse Waltinho. Renato explica como foi a viagem. “Nós saímos daqui 4h20 da manhã”, conta Renatinho. Ele informa que a viagem foi dividida em duas etapas: de Valença até Três Marias, em Minas Gerais, onde pernoitaram; e dali até Brasília, destino final da aventura. Ao longo dos dois trechos, recorda-se Renato, foram feitas algumas paradas para registrar as belezas naturais e arquitetônicas que os quatro companheiros avistaram no caminho. “Nós fomos seguindo o pedido dele”, afirmou Renatinho, destacando que foi o próprio Luiz Antônio quem definiu a rota da viagem.

Waltinho foi quem tocou, segundo os companheiros, cerca de 90% da viagem até a capital federal. “É um veículo totalmente diferente desses carros mais modernos. É um carro que não te dá muita segurança, que não tem um conforto!”. Por outro lado, ele ressalta que foram abençoados pelo fato de terem conseguido viajar – tanto na ida, quanto na volta – sem enfrentar sol forte ou chuva. “Fizemos uma viagem excelente, em paz, batendo papo. O Luiz Antônio ficou muito satisfeito também”. Juntando as paradas, Waltinho confirma. “Foram dois dias para ir e dois para voltar”, conta ele, destacando a boa qualidade da estrada que os quatro percorreram até Brasília.

Não era brincadeira

Jorge, o Fumaça, disse que só teve certeza de que Luiz Antônio estava falando sério sobre a aventura no Fusca na véspera da viagem. “Duas semanas antes de ele ser eleito deputado, ele me chamou lá na sala da casa dele e falou: ‘se Deus quiser e eu ganhando, nós vamos a Brasília de Fusca, eu, você, o Renato e o Waltinho’. [...] Quando foi na segunda-feira, ele me cobrou. ‘Fumaça, amanhã, nós vamos para Brasília’. Aí, eu não acreditei muito não. Eu estava achando que era uma brincadeira. Quando eu vi que era sério, arrumei minha bolsa de roupa e fui. Eu recebi esse convite como um bem para Valença”.

Ele conta que, nos seus 49 anos de vida, é a primeira vez que vê Valença ter um deputado federal e achou que a viagem, em troca, valia o esforço. “Me senti muito orgulhoso!”, afirmou ele, destacando que todo o cansaço da viagem não foi suficiente para apagar a alegria de ver, pela primeira vez, a Esplanada dos Ministérios, na companhia de Luiz Antônio.

Surpresas

Para Renatinho, conhecer o cerrado foi surpreendente. E mais surpreendente para ele foi ver o companheiro de viagem, Jorge, identificando a vegetação ao longo da viagem, fruto dos anos de experiência na região rural de Coroas. “Ele nos explicava: ‘olha o cerrado mineiro’”. Outra surpresa, segundo Waltinho, foi a disposição de Luiz Antônio, em cima dos seus 77 anos de vida. “Ei fiquei até com inveja da disposição e da saúde que o Luiz Antônio tem”, afirmou, lembrando que isso aconteceu após 45 dias de uma campanha correndo todo o Estado, e numa viagem longa dentro de um veículo que não oferece o conforto necessário.

Waltinho não recomenda ninguém que queira fazer uma viagem longa como essa a tentar o feito em um Fusca. “Carro com ar e boa direção, tem que ter!”. Renatinho destaca que uma viagem longa como essa precisa ser planejada. “Se eu não estiver errado, deu 1.187 km!”. Para ele, mesmo em carro mais novo e confortável, qualquer viagem precisa ser bem planejada com antecedência. “Onde você vai dormir, porque o cansaço, quando bate, ainda mais para quem está conduzindo, é perigoso!”.

Descrença

Apesar dos registros fotográficos publicados no Facebook, muita gente não acreditou que Luiz Antônio e seus três companheiros tivessem feito a viagem de ida e volta. Mas Renato, Waltinho e Fumaça confirmam: fomos sim!. O motorista da aventura disse que, para ele, tudo foi novidade a partir de Belo Horizonte. “Toda a cidade que a gente passava depois de BH, Barbacena, Pinheiro, Sete Lagoas. Fomos até Paracatu!’. Renatinho lembra que cruzaram três estados – Rio, Minas e Goiás, além do Distrito Federal. “Nós entramos na história!”.

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