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Lixão de Quirino: fim do mau cheiro, moscas e urubus

Lixão de Quirino: fim do mau cheiro, moscas e urubus

Barão de Juparanã – É isso mesmo! Os transtornos que há tantos anos afligiam a comunidade do Quirino, no 2º distrito, causados pelo Lixão instalado na localidade há mais de 20 anos, finalmente chegaram ao fim. Sem moscas, sem o mau cheiro e a presença incômoda dos urubus, a comunidade agora pode respirar aliviada. Tudo por causa da obra que está sendo realizada no local, para remediar aquela área, antes contaminada pelo chorume, os resíduos domésticos e hospitalares. O trabalho ainda vai até meados de setembro, mas a comunidade já percebeu que o fedor e os insetos são coisa do passado.
 
A reportagem esteve no local na manhã da segunda-feira, dia 28 de agosto, e pode constatar o trabalho já realizado. A mudança é radical! Um exemplo da transformação é a ausência do chorume, que antes escorria pela encosta do antigo Lixão, no lado voltado para a estrada de acesso. Os urubus também não estão mais presentes: era fato comum encontrá-los ali formando grande bando. Na visita do Jornal Local, nenhum foi avistado. A reportagem conversou com Sheila Valle, representante da Superintendência de Gestão de Resíduos Sólidos da Secretaria do Estado do Ambiente (SEA) e com o engenheiro da empresa I. R. Novatec, responsável pela obra, Marcelo Vieira. Eles contaram como está acontecendo o trabalho de remediação ambiental da área.
 
Marcelo informou que o trabalho foi iniciado no mês de maio e está na sua fase de conclusão. “Nós fizemos aqui toda a geometrização do maciço, são as curvas de níveis. Isso envolveu corte de lixo e aterro de lixo. Fizemos também toda a parte de cobertura desses resíduos, cobertura com solo argiloso proveniente aqui da jazida local. Estamos finalizando a parte do cercamento da área, com mourões e arame farpado. Estamos agora finalizando aqui o platô superior da área para poder fechar toda a parte de cobertura do aterro”. Segundo ele, posteriormente, a ideia é construir um cinturão verde com mudas nativas da região. Marcelo conta que a remediação do local não o torna apto a diversos tipos de atividades, por exemplo, a urbanização. “Onde se constrói casa em cima de lixão, cai!”, aponta ele, lembrando que a principal ação a ser produzida no local é incorporá-lo ao meio ambiente. “Em alguns lugares, se costuma fazer um parque para as pessoas fazerem caminhadas, bosque, etc.”.
 
Fechamento e controle
 
Segundo Sheila, ao término da obra, acontece o fechamento da área, que passa a ser controlada e monitorada. “Leva um tempo para que o aterro, o lixão, se estabilize e fique seguro”. Ela lembra que a recuperação pode levar de quinze a vinte anos, dependendo do monitoramento. Ela conta que é difícil precisar o período, pois não há registro de como o aterro era operado. “É a diferença de um lixão para um aterro sanitário!”. Segundo ela, o tempo de monitoramento é necessário para saber se o aterro se estabilizou, se não gera mais gás e não tem mais risco. “Aí, ele vai receber licença de remediação”.
 
Ela lembra que o fim das moscas, dos urubus e do mau cheiro se deve ao tratamento dado ao local, que é o mesmo do que é dado em um aterro sanitário, onde a cobertura é refeita periodicamente. “Todo o lixo que estava aqui aberto, quando foi interditado, ele já está coberto, já está estável!”. Sheila ressalta a importância da Agevap, agência do Comitê da Bacia do Paraíba do Sul, de onde veio o recurso para essa obra. “O deputado André Corrêa era o presidente da Agevap e conseguiu fazer toda essa articulação, conseguiu demonstrar a necessidade dessa recuperação para o bem-estar de toda a comunidade local”. Segundo Marcelo, o prazo é que de trinta a sessenta dias, todo o trabalho seja concluído.
 
“O risco que nós corríamos de um deslizamento, que estava eminente com a paralisação da operação, foi estancado”, lembrou Sheila, informando que já havia alguns registros nas bordas.
 
População comemora
 
Luiz Carlos, presidente da Associação de Moradores, disse que a obra já está trazendo benefícios. Com o fim do mau cheiro e das moscas, os imóveis da localidade foram revalorizados. Outra vantagem, segundo ele, foram as vagas de trabalho temporário criadas no bairro. O deputado André Corrêa também comemorou o estágio andado dos trabalhos e os benefícios que estão chegando à população. “Fico feliz de na minha gestão ter dado destino adequado ao lixo de Valença, Vassouras, Barra do Piraí e Rio das Flores, fechar e tratar o passivo do antigo lixão de Quirino é um marco ambiental em Valença”, afirmou ele através de nota enviada ao Jornal Local.

Fonte: Jornal Local - http://local.jor.br/noticias/ler/7258/lixao-de-quirino-fim-do-mau-cheiro...

 

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