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Serão plantadas 29 espécies da Mata Atlântica às margens do Bengalas

Serão plantadas 29 espécies da Mata Atlântica às margens do Bengalas

Plantio começa dia 2; escolha desta vez foi feita seguindo critérios técnicos

SEXTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2017
POR GUILHERME ALT

O superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), Rogério Cabral, junto com o diretor de Biodiversidade de Áreas Protegidas do órgão, Paulo Schiavo, estiveram na manhã desta sexta-feira, 22, na margem do Rio Bengalas, nas proximidades da conhecida Curva do JJ, no bairro Duas Pedras, para dar início à revitalização paisagística de áreas gramadas nos trechos onde foram executados obras de recuperação ambiental para o controle de inundações.

Foram realizadas avaliações de campo, incluindo a disponibilidade de áreas para plantio e observação de trechos arborizados e/ou florestados no entorno. Segundo o diretor de biodiversidade do Inea, a intenção é melhorar a qualidade ambiental do local. “Esse paisagismo vai valorizar a margem do Rio Bengalas e dar uma sensação de conforto para as pedestres. Além disso, é uma forma de retornar ao meio urbano espécies nativas da Mata Atlântica”, disse Rogério.

No momento a fase é de preparação do solo para receber 29 espécies de plantas. A previsão é de que no dia 2 de janeiro, as mudas sejam plantadas. “A ideia é plantar bougainvilles próximo à margem do rio para que sirvam como proteção e impeçma que as pessoas, principalmente crianças, cheguem perto da margem e corram algum risco. Ao longo da área outras 28 espécies serão plantadas”, disse Paulo Schiavo.

Após a avaliação em campo foi realizada uma conciliação com as estruturas de engenharia implantadas, a fim de evitar futuros conflitos que pudessem comprometer a estabilidade, bem como com a infraestrutura urbana do trecho, que margeia parte da RJ 116. De acordo com o Inea, a área será recuperada a partir de três modelos de intervenção: arborização, bosqueamento e criação de massas arbustivas, sempre priorizando a utilização de espécies nativas, propiciando um parque linear no local com diferentes funcionalidades ambientais para os usuários da pista de caminhada.

Com as ações, ainda segundo Schiavo, pretende-se reduzir o escoamento superficial das águas das chuvas, aumentando sua infiltração e, consequentemente, a diminuição do carreamento de sedimentos para a rede natural de drenagem, reduzindo os custos de manutenção desse sistema. A iniciativa vai permitir também a requalificação da paisagem após as intervenções de recuperação do trecho do leito e margens do Rio Bengalas. Serão criados abrigos e área de alimentação para a fauna nativa presente na área urbana, além de áreas de lazer.

Em agosto A VOZ DA SERRA noticiou que o plantio de mudas estava sendo feito às margens do Bengalas, por iniciativa de comerciantes locais. Eram pés de ameixa, abacateiros e coqueiros. Apesar de a iniciativa ser positiva, técnicos alertaram  que nem todas as espécies podem ser plantadas na beira de um ri, sendo preciso estudar a escolha das mudas. “Para aquela área, especificamente, o coqueiro e o pé de ameixa não são um grande problema, mas o pé de abacate, no entanto, cresce muito e pode danificar o calçamento. O espaçamento entre as plantas é outro quesito que deve ser observado”, comentou na época o paisagista Felipe Dominguez.

Ainda de acordo com Felipe, antes de plantar algo em espaços públicos é necessário fazer um projeto junto à prefeitura. “É preciso fazer um estudo da área, um planejamento ordenado, e a escolha certa da muda a ser plantada”, explicou.

 

Fonte: http://avozdaserra.com.br/noticias/inea-plantara-29-especies-da-mata-atl...

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