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Consulta pública debate Plano de Recuperação Ambiental da Baía de Guanabara

Consulta pública debate Plano de Recuperação Ambiental da Baía de Guanabara

Ascom SEA/Inea

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promoveu, nesta sexta-feira (29/4), a I Consulta Pública para elaboração do Plano de Recuperação Ambiental da Baía de Guanabara, no auditório do Museu da Amanhã, Centro do Rio. O plano terá como objetivo expor claramente à população o atual cenário ambiental da Baía de Guanabara, assim como definir metas tangíveis, de curto a longo prazo, para a mitigação das fontes de poluição que impactam em seu ecossistema.

No discurso de abertura da cerimônia, o secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, ressaltou que o maior desafio para o sucesso do plano é a integração dos diversos responsáveis pela restauração ambiental da Baía.

“Há vários atores envolvidos; 15 municípios tratam do lixo, o Ineacuida dos efluentes industriais, a Marinha fiscaliza o fluxo de navios, e a gente não consegue atuar de forma organizada. O maior desafio não é assentar uma tubulação, colocar o cimento, construir uma estação de tratamento de esgoto. Ogrande desafio é no âmbito institucional”, afirmou o secretário do ambiente André Corrêa.

Para o secretário do ambiente falta um instrumento organizado de informação que dê transparênciaas ações de despoluição em curso. “Vamos construir uma plataforma digital com metas claras para que os cidadãos possam saber onde estamos e para onde vamos, assim buscamos desenvolver um sentimento de pertencimento da população paracom a baía”, disse André Corrêa.  

O consultor do Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), da SEA, Guido Gelli, explicou que o Plano de Recuperação será elaborado com o uso de recursos tecnológicos avançados sobre uma plataforma digital que consistirá em um moderno sistema de informações. Um grande painel vai consolidaras informações acerca da Baía,sendo possível monitorar os principais indicadores, além de garantir à sociedade o acompanhamento das mudanças na qualidade ambiental de suas águas.

Em sua palestra, o ex-secretário estadual de meio ambiente de Maryland (EUA) e consultor da KCI Technologies, Robert Summers,apresentouos aspectos do processo de despoluição desenvolvido há mais de 40 anos na Baía de Chesapeake, um case de sucesso, alémdos primeiros esboços do relatório ambiental da Baía de Guanabara. “É necessário sintetizar a informação técnica em relatórios públicos de fácil entendimento para a população, além de engajar todos os líderes políticos promovendo encontros regulares”, enfatizou Summers.

O professor do Centro de Ciências Ambientais (IAN), Bill Deninson, elogiou o sistema de monitoramento de rios do Inea, que facilitará a definição dos indicadores ambientais mais apropriados para serem medidos e monitorados, segundo ele.  “Éraro termos essa qualidade de informação, temos um enorme potencial de transparência para a definição de metas”, disse Deninson.  

Na apresentação sobre o histórico da Baía de Guanabara, a presidente do IBG (Instituto Baía de Guanabara), Dora Negreiros, explicou como o bem-estar do ecossistema da baía foi sacrificado em favor das necessidades da população. A presidente citou o aterro de grandes extensões de sua orla e a implantação de lixões em seu entorno como exemplos de descasos ocorridos no passado.

Durante o encontro, a plateia presente levantou questões referentes as atuais condições ambientais da Baía e os principais fatores que afetam a sua saúde. Essa foi a primeira de três audiências públicas previstas sobre o Plano de Recuperação Ambiental da Baía de Guanabara.

A execução do Plano contacom a cooperação técnica da KCI Technologies (uma consultoria de engenharia multidisciplinar, situada em Baltimore, EUA, especializada em gestão e restauração de ecossistemas degradados), de pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA) e da Coalisão de Universidades do Brasil. A cooperação é fruto de acordo assinado pelo Estado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com a Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

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