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Seminário discute o futuro da Baía de Guanabara

Seminário discute o futuro da Baía de Guanabara

A Secretaria Estadual do Ambiente promoveu, nesta sexta (21/07), o seminário “Baía do Amanhã”, em parceria com o Museu do Amanhã. Representantes do governo e da sociedade civil participaram de debates sobre os desafios para a despoluição da Baía. Com nove milhões de habitantes residentes nos 14 municípios de seu entorno, a degradação ambiental da Baía de Guanabara ainda é uma realidade, devido à falta de saneamento básico, descarte inadequado de lixo e ausência de um modelo de governança eficaz.

Ao longo do dia, quase 500 pessoas lotaram o auditório do Museu do Amanhã para acompanhar o evento, que foi aberto pelo deputado estadual André Corrêa, à convite da organização.

“Esta é uma tentativa de marco zero, com a participação de toda a sociedade. Dentre os equívocos do passado, houve falta de transparência, uma comunicação equivocada e metas irrealistas estabelecidas por ufanismo político e verbas insuficientes”, disse André Corrêa.

Segundo o deputado, o projeto de despoluição da Baía é de longo prazo e exige muito mais recursos do que já foram investidos até hoje. “Foram investidos US$ 3,5 bilhões, quando na verdade, a despoluição da Baía exigiria em torno de US$ 20 bilhões. Além disso, não pode ser um projeto de um único Governo, mas requer o engajamento de toda a sociedade”, ressaltou.

Durante o evento, foram apresentados os resultados das ações de Cooperação Técnica para o Fortalecimento da Governança e da Gestão da Baía de Guanabara, que são: o Plano de Recuperação da Baía, conduzido pela consultoria KCI Technologies; o Boletim de Saúde Ambiental da Baía, elaborado pela Universidade de Maryland; e a Proposta de Modelo de Governança para a Baía, desenvolvida pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

Conheça as publicações apresentadas durante o seminário Baia do Amanhã

A Baía de Guanabara possuía vários gestores e nenhum planejamento em comum, visando sua recuperação e preservação. A Secretaria do Ambiente cuida do controle industrial, a Cedae do esgoto, a Diretoria de Portos e Costas do fluxo de embarcações, a Marinha multa e fiscaliza, quando há vazamento de óleo e 16 municípios no entorno cuidam do lixo. Há outros participantes, como aeroportos, Ibama, estaleiros, turistas, pescadores, ONGs e empresas diversas. É preciso que haja uma gestão única, participativa e transparente.

“O que estamos apresentando são ferramentas técnicas que irão dar transparência e viabilizar a participação e o acompanhamento de todos os setores da sociedade em relação às ações implementadas na Baía de Guanabara. Informações sobre qualidade da água, fontes de poluição, obras e projetos estarão reunidas na plataforma digital”, disse o consultor ambiental do Plano de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), Guido Gelli.

Foi fundamental a integração da academia e pesquisadores nesse processo de muita aprendizagem, com destaque para a pesquisa de Dave Nemazie, da Universidade de Maryland, e as colocações do Professor, Paulo Canhedo, autoridade em saneamento com suas definitivas e interessantes opiniões. A principal é a mudança da visão e do controle de aferição do tratamento do esgoto e só com a participação de cada um será possível avançar. 

“Incrível que, no Brasil eficiente, faltem apenas 0,3% da população para se atender com energia elétrica e mais de 50% da população ainda não tenha esgoto tratado e ninguém reclama. Falta a conscientização de cada um, regras, gestão, índices e cobranças do poder concedente. O que importa hoje não são os quilômetros de canos instalados, quero ver, sim, é o número de casas com esgoto tratado. Isso seria um bom começo” disse Canhedo.

Os trabalhos apresentados no evento foram financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sob a gestão da SEA, e visam contribuir para a reversão da degradação ambiental da Baía de Guanabara.​

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