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Inea deflagra fiscalização em nove municípios fluminenses para combater desmatamento ilegal

Inea deflagra fiscalização em nove municípios fluminenses para combater desmatamento ilegal

Ações foram desencadeadas a partir de imagens captadas pelo  Projeto Olho no Verde,  que, desde o ano passado, monitora semanalmente, por via satélite, a cobertura florestal do Estado do Rio de Janeiro

Nove municípios fluminenses foram alvos de fiscalizações deflagradas pela Secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no último dia 21, para reprimir desmatamento ilegal. As operações foram desencadeadas a partir de imagens captadas pelo  Projeto Olho no Verde,  que, desde o ano passado, monitora semanalmente, por via satélite, a cobertura florestal de uma área de sete mil quilômetros quadrados, onde se localizam os principais remanescentes florestais do Rio de Janeiro, e assim direcionar, de forma mais ágil e precisa, as fiscalizações.

As equipes efetuaram 29 vistorias simultâneas nos municípios do Rio de Janeiro, Mendes, Nova Iguaçu, Silva Jardim, Angra dos Reis, Cambuci, Guapimirim, Mangaratiba e Teresópolis.  Dessas 29 áreas fiscalizadas, 23 apresentaram desmatamento ilegal totalizando, aproximadamente, 4.3 hectares de área suprimida.

“Foram emitidos autos de infração e notificação em dez casos. Nos demais, com não havia responsável no momento da vistoria, os proprietários serão localizados pelas unidades de fiscalização do INEA para responder administrativamente. Os cartórios e a base de dados do Estado ajudam na busca”, explicou o subsecretário de Estado do Ambiente, Rafael Ferreira.

No Rio de Janeiro, a região vistoriada foi o Itanhangá. Nessa região, três grandes áreas, com aproximadamente 2.5 hectares cada, sofreram desmatamentos ilegais e aterro de manguezal.

Duas dessas áreas estão situadas na Estrada de Jacarepaguá nos números 1.219 e 1.799. Neste último, os agentes do Inea encontraram uma retroescavadeira. Não havia ninguém no momento da operação. As atividades foram embargadas e a retroescavadeira e um veículo parado no local foram apreendidos.

No terreno localizado no número 1.219, o proprietário já havia sido notificado anteriormente por não apresentar autorizações necessárias para ocupar a área. Ele foi encontrado no local durante a operação e como não apresentou as documentações, as atividades foram embargadas.

“Está claro que houve aterramento sem autorização. Até pouco tempo, tudo aqui era verde conforme observamos no monitoramento”, destacou o Coronal Gilbert Santos, da Coordenadoria de Fiscalização do Inea.

No interior do Estado, chamou a atenção a vistoria realizada no município de Mendes, onde uma equipe constatou supressão ilegal de vegetação de aproximadamente cinco mil metros quadrados na propriedade Fazenda Ponte Alta. No momento da vistoria, não havia ninguém no local. O proprietário será localizado para notificação e multa.

Desde 2016, o Projeto Olho no Verde  já identificou 270 casos de desmatamento ilegal, somando cerca de 830 mil metros quadrados, o equivalente a 83 hectares de áreas que sofreram supressão irregular de vegetação.

Projeto Olho no Verde

O Projeto Olho no Verde tem como objetivo o combate ao desmatamento através da incorporação da tecnologia do imageamento por satélite e de processamento de dados espaciais. O Olho no Verde é capaz de identificar desmatamento com até 300 metros quadrados. As imagens captadas são enviadas para o laboratório de georreferenciamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde passam por uma triagem.

“Esperamos que o pano de fundo  desse projeto, mais do que os números gerados, seja o efeito preventivo junto à sociedade, sabendo que, a partir de agora, nossa cobertura florestal tem um monitoramento com esse nível de excelência”, afirmou o subsecretário Rafael Ferreira.

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