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Violência na Rocinha não muda rotina de projeto social da Secretaria de Estado do Ambiente. Oficinas de música, moda e ações de educação ambiental ocupam a comunidade com arte e esperança

Violência na Rocinha não muda rotina de projeto social da Secretaria de Estado do Ambiente. Oficinas de música, moda e ações de educação ambiental ocupam a comunidade com arte e esperança

O programa De Olho no Lixo Rocinha não parou apesar dos recentes confrontos na comunidade. Fruto de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Viva Rio Socioambiental, com recursos da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), o Programa De Olho no Lixo reafirmou o compromisso com os moradores e manteve a ocupação socioambiental que realiza na comunidade.

A cooperativa Rocinha Recicla, formada pelos agentes socioambientais do programa, todos moradores da comunidade, permaneceu realizando os serviços de coleta e destinação adequada dos resíduos recicláveis gerados no local. O trabalho de limpeza na elevatória da região também foi realizado pelo agentes do programa.

As oficinas do Ecomoda, que faz o reaproveitamento de roupas velhas e usadas, que viram novas peças e acessórios e as do Funk Verde, que oferece possibilidades sonoras aos alunos, além do reaproveitamento do material que chega e é transforma em instrumento musical, funcionaram normalmente mesmo durante os conflitos.

A iniciativa de todos os envolvidos demonstra o comprometimento do programa com os moradores e a população da Rocinha. Apesar de todas as dificuldades, o trabalho foi e continua sendo realizado, sempre resguardando a segurança de todos os participantes.

A cooperativa Rocinha Recicla tem pouco mais de um mês e já rateou mais de R$ 6 mil entre os que trabalham no local. Reunidos hoje para celebrar a força de vontade de manter a operação do projeto, apesar do clima tenso na comunidade, o presidente da cooperativa, José Antônio Trajano, agradeceu a todos os cooperados e falou sobre a importância do recado que eles deram ao não cruzar os braços. “Agradeço a todos da cooperativa. Vivemos momentos de aflição, mas temos que ter ânimo, trabalhar e buscar. Vamos continuar somando, pois é isso que a Rocinha e nós precisamos”, afirmou.

Carlos Pedro da Silva é o coordenador dos agentes do programa De Olho no Lixo Rocinha. Ele explicou uma das razões de não ter parado o trabalho apesar da situação crítica. “Cada cooperado tem a sua força. Não paramos porque o trabalho é um refúgio. Estamos motivados com a cooperativa. Já conseguimos conscientizar muitos moradores. É um trabalho de formiguinha, mas muito gratificante. Quero agradecer por poder estar ajudando a comunidade”, declarou.

O Deputado André Corrêa, idealizador do projeto fez questão de se juntar ao grupo. "Estou aqui como pessoa física para parabenizar e agradecer a todos o comprometimento. Mesmo tendo passado por dificuldades, pela zona de conflito, o projeto não parou. Agradecer a parceria de vocês por estarem fazendo esse projeto, por darem continuidade, apesar do conflito na comunidade, permitindo que o estado ocupe socialmente também. Foi um susto grande. Nosso galpão foi baleado. É importante o exemplo que vocês estão dando. Nós não paramos o projeto e não vamos parar! Não há mal que sempre dure. Com todo o cuidado e segurança vocês tocaram o projeto. Isso é um sinal que eu acho que temos que passar. Mesmo fora da secretaria, quero acompanhar. É muito importante o sinal que vocês estão dando. Vocês disseram para o Rio de Janeiro, para o Brasil e para o mundo que o trabalho vence o medo. Vocês não pararam. São momentos difíceis que vocês, sobretudo, estão passando. E, apesar da orientação de parar, não pararam. Deram uma aula para a gente de como fazer. Estou vindo na pessoa física, André, para me colocar a disposição de vocês para que possam refletir que às vezes a gente está dando um recado para fora e não está sentido que está dando esse recado.  E vocês estão dando esse recado”, declarou.

Coordenadora do Funk Verde, Regina Café, também deu um recado para os moradores da Rocinha. “Estamos colocando a música para alegrar os nossos corações e transformar a tristeza. Com a música, produzindo e compondo, vamos limpar a emoção. Ficou pesada. Nossa rajada é musical”, lembrou. 

Almir França é coordenador do Ecomoda e ressaltou a importância do trabalho do "De Olho no Lixo" na comunidade. “A gente está vivendo uma luta intensa, que não é só na Rocinha.  Estamos vivendo uma ocupação do inesperado. Mas nós também estamos em uma ocupação e temos que manter essa ocupação. O trabalho da moda é um trabalho de ocupação. E eu acho que a gente tem que continuar. A nossa arma é o nosso trabalho de ocupação. Se outros querem ocupar os becos e vielas, nós vamos ocupar também o nosso espaço e se manter nele. A gente limpou isso aqui. Então mantê-lo ocupado não é resistência, é um direito. A luta vai ser sempre essa. Conto com os alunos. Dependemos deles, a violência estará presente sempre e precisamos ocupar e manter ocupado. É a única maneira que temos, de fato, de fazer o lixo virar luxo. O comando tem que ser de cada um de nós, do bem. Dependemos uns dos outros. Cada um faz a sua parte e teremos a nossa resistência, a nossa vitória”, afirmou.

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