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Folião consciente, meio ambiente protegido durante e após o carnaval

Folião consciente, meio ambiente protegido durante e após o carnaval

Soluções inteligentes, como o glitter biodegradável, ajudam a reduzir materiais como o plástico e permitem cair na folia de forma sustentável

Amigos, se tem uma época do ano em que o Rio de Janeiro se torna o centro das atenções é o carnaval. Só na capital são esperadas seis milhões de pessoas, entre elas 1,5 milhão de turistas, o que representa 400 mil foliões a mais que em 2017.

Agora, imaginem toda essa gente nos blocos de rua, praias e desfiles de escolas de samba consumindo durante, pelo menos, cinco dias de festa? É uma produção de lixo em dobro! Na cidade do Rio de Janeiro são recolhidos cerca de nove mil toneladas de resíduos por dia pela Comlurb, gerados por uma população de seis milhões de habitantes. E este é o público estimado apenas para o carnaval de 2018.

As latinhas de alumínio têm uma logística reversa muito boa por causa da dedicação dos catadores e praticamente somem após as festas. Mas, o grande vilão do meio ambiente no carnaval é o plástico, que chega na natureza em forma de copos, garrafas, canudos e embalagens de alimentos. Sem falar dos restos de fantasias, que rendem boas memórias nas selfies, mas não para o meio ambiente.

Dessa forma, o mesmo cartão postal que atrai turistas e foliões chega ao fim do carnaval bem prejudicado. Quem fica no Rio de Janeiro pelo resto do ano é quem lida com uma herança de praias poluídas, bueiros entupidos e, consequentemente, enchentes, má qualidade das águas e degradação ambiental.

Já no primeiro fim de semana de fevereiro, no chamado pré-carnaval, cerca de 115 mil pessoas estiveram nas ruas de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Fiscais do programa Lixo Zero identificaram 360 irregularidades nas passagens dos blocos de rua, sendo 190 delas relacionadas a multas de 563 reais para cada folião pego urinando em via pública. Fiscalização que continuará nos dias oficiais do carnaval.

Como curtir a folia sem deixar tantos rastros no meio ambiente

É possível ser um folião consciente sem perder o melhor da festa. Uma aposta sustentável que vem chamando bastante atenção no Brasil este ano, por exemplo, é a purpurina biodegradável ou ecoglitter, produzido a partir de algas e minerais, e hoje fabricado por diversas marcas nacionais.

Pouca gente sabe, mas este item, tão utilizado nesta época do ano, é responsável por grande parte da poluição dos oceanos e ameaça à vida marinha. Isso porque as partículas brilhantes da purpurina são feitas logo de plástico, material que não é biodegradável e é o maior poluente dos mares. Quando vamos tomar banho ou lavar o rosto cheio de glitter, estes microplásticos escorrem pelo ralo e de tão pequenos não conseguem ser filtrados no sistema de tratamento de esgoto.

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Esse microplástico perturba a alimentação dos plânctons, que são os alimentos dos peixes. Isso causa impacto em toda a cadeia alimentar marítima. O mesmo problema vem dos sabonetes esfoliantes e algumas pastas de dente branqueadoras. Procure saber a composição dos produtos que usa.

Por isso, vale a pena preferir pelo uso de produtos ambientalmente corretos para compor a sua fantasia de carnaval. Mas, você também pode adotar outras ideias que fazem toda a diferença para o meio ambiente e não atrapalham em nada a folia:

  • Por mais que no meio de tanta gente seja difícil gerenciar o quanto de plástico você usa, procure reaproveitar seus copos descartáveis e jogar garrafas, pratinhos e talheres dentro da lixeira.

  • Caso você tenha uma garrafinha em casa, prefira levá-la para beber água do que comprar garrafas plásticas. Além de economizar, você reduz o descarte desse material na natureza.

  • Vai fazer compras para levar para praia ou viajar? Lembre de usar uma ecobag ou sacola de pano, assim você reduz a circulação de sacos plásticos.

  • Lavar a louça pode ser chato, mas se o baile de carnaval for na sua casa dá para evitar o uso de pratos, copos e talheres descartáveis.

  • Outra forma de reduzir o lixo plástico é optar por recipientes reutilizáveis para transportar e guardar alimentos.

  • Para os fumantes, é preciso tomar cuidado também com as bitucas de cigarro. O tempo de decomposição desse material pode chegar a cinco anos, principalmente quando cai no asfalto. Fora as substâncias tóxicas contidas no resto de cigarro, o que contamina o solo, rios e córregos, além de entupir bueiros e tubulações de esgoto.

  • Uma forma criativa e sustentável de curtir o carnaval é reaproveitar fantasias anteriores ou reutilizar o material para criar novos figurinos reciclados. As próprias escolas de samba podem aproveitar esta prática para reduzir o desperdício de material que fica depois dos desfiles.  

No Rio de Janeiro a iniciativa Ecomoda, que faz parte do projeto De Olho no Lixo, promove oficinas com jovens de comunidades como a Rocinha e Roquete Pinto, em Ramos, para criar roupas e acessórios a partir do reaproveitamento de resíduos. Para o carnaval, garrafas pet e caixas de leite, por exemplo, são transformadas em máscaras, abadás e arranjos de cabelo.

Esse projeto deu até samba, que você pode conferir no vídeo abaixo e entrar no clima do carnaval:

 

Diversão e cidadania podem andar juntas e fazer do carnaval um momento ainda mais inesquecível. Vale a pena ficar de olho nessas dicas e ajudar a preservar nosso Rio de Janeiro, para que continue sempre lindo por muitas festas que ainda estão por vir.

Bom carnaval!

Grande abraço,

André Corrêa

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