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Rio de Janeiro é um dos principais focos da febre amarela no Brasil. Saiba como se prevenir!

Rio de Janeiro é um dos principais focos da febre amarela no Brasil. Saiba como se prevenir!

Campanha de vacinação gratuita contra a doença acontece até 24 de fevereiro nas principais unidades de saúde do Estado

Amigos, acredito que vocês estejam acompanhando as últimas notícias sobre o avanço da febre amarela no Brasil. Depois do maior surto que tivemos da doença no país, em 2017, com a volta do clima quente e chuvoso do verão no início deste ano vieram novos casos de infecção pelo vírus, principalmente no Sudeste.

O Rio de Janeiro é o terceiro estado com mais casos de febre amarela e mortes confirmadas até agora, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Desde o início de 2018, registramos, ao longo do mês de janeiro, 26 casos da doença e oito deles chegaram a óbito. O gráfico abaixo mostra a evolução da febre amarela no Brasil ao longo dos anos:

Fonte: Folha de S. Paulo

No Rio de Janeiro estamos rodeados por Mata Atlântica e é justamente a transmissão silvestre do vírus que acontece no Brasil - feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes em áreas florestais. Por isso é tão importante para quem mora ou irá viajar para regiões de mata que se vacine o quanto antes. Essa ainda é a forma mais eficaz de se prevenir da febre amarela.

Desde o dia 25 acontece um mutirão de vacinação no Rio de Janeiro, com aplicação gratuita em diversos postos de saúde do Estado. A campanha de vacina contra a febre amarela vai até o dia 24 de fevereiro e também acontece em outros estados como São Paulo e Bahia.

No Dia D, realizado em 27 de janeiro, cerca de 500 mil pessoas foram vacinadas em 15 municípios fluminenses, incluindo a capital. A meta é que até o final da campanha mais de 10 milhões de pessoas sejam imunizadas contra o vírus.

O município de Valença, por exemplo, que desde o ano passado faz parte do corredor de imunização da febre amarela, receberá uma série de ações para contornar a doença. A população terá também um reforço de 20 mil doses de vacina e equipes para buscar ativamente pacientes na zona rural.

Apesar da vacinação de rotina já ser realizada desde o ano passado nas áreas de risco determinadas pelo Ministério da Saúde, o governo decidiu aplicar a dose fracionada em cidades com áreas rurais ou por onde o vírus pode avançar. Dividir a vacina em doses foi uma forma de conseguir uma ação rápida, já que o estoque de vacinas atualmente é limitado.

Ao contrário do que se pensa, a divisão da vacina em doses não prejudica a eficácia dela. A diferença é o volume aplicado: enquanto a vacina padrão tem 0,5 ml a fracionada tem 0,1 ml. Varia também o tempo de proteção: Quem toma a dose integral está imune por toda a vida, já a dose fracionada tem duração de até oito anos, conforme as últimas pesquisas realizadas pela Fiocruz.

Para quem vai viajar para fora do Brasil, a dica é conferir antes se o certificado internacional de vacinação é exigido. Neste caso, apenas a vacina integral é aceita. Mas, não precisa se preocupar, na hora da aplicação o agente de saúde avisa qual dose será aplicada e isso também fica registrado na caderneta de vacinação.

Ainda tem gente resistindo à vacinação, por achar que não precisa ou que ficará doente por causa dela. Não é hora de brincar com a vida, vamos vacinar! Uma das principais causas da proliferação da febre amarela é a falta de prevenção.

O que você precisa saber sobre a febre amarela

É normal que com o crescimento de casos de infecção o pânico se espalhe e apareçam boatos sobre como se pega febre amarela e seu tratamento. O problema é quando dados errados prejudicam a prevenção. Para evitar que a falta de conhecimento exponha você e sua família ao risco é importante estar por dentro de informações como:

  • De onde vem o avanço da febre amarela: não se sabe ao certo o que provocou a expansão do vírus no país, mas cientistas apontam que o último El Niño, seguido de um período seco, prejudicou a movimentação de primatas como o macaco que, infectados, podem ter sido picados por mosquitos silvestres. Mas, esta teoria ainda vem sendo estudada;

  • Risco de transmissão urbana: em uma entrevista recente, Thomas Monath, ex-diretor no Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, afirmou que o vírus não respeita o mapa de vacinação. Isto é, há um grande risco de transmissão urbana da febre amarela urbana no Brasil, o que acontece se uma pessoa infectada é picada pelo Aedes Aegypti, o famoso mosquito da dengue. Mas, este tipo de transmissão não é registrado no país desde 1942;

  • Quando a doença pode ser fatal: a forma grave da febre amarela não acontece sempre. Mas, pode ser desenvolvida após o intervalo de até um dia sem sintomas, com o amarelamento da pele e olhos, hemorragia e insuficiência de órgãos. Segundo o Ministério da Saúde, de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem;

  • Febre amarela tem cura: não há tratamento específico, mas analgésicos e antitérmicos podem ser usados para aliviar a febre e a dor. Mas, imagina todo o mal estar de conviver com sintomas da febre amarela como febre, dor de cabeça e enjoo? O melhor mesmo é se proteger!

Para ajudar a acabar com todas estas dúvidas, criamos uma cartilha com 10 perguntas e respostas sobre a Febre Amarela. Nela você sabe mais sobre como acontece a transmissão da febre amarela, os principais sintomas da doença, em quanto tempo ela se manifesta, qual o tratamento para a febre amarela, quem pode se vacinar e onde tomar a vacina. Vale a leitura.

Macaco é amigo, quem transmite febre amarela é o mosquito!

É uma crueldade a onda de assassinatos a macacos que vem acontecendo no Rio de Janeiro. Em menos de um mês, foi registrada a morte de 132 primatas, 60% deles envenenados ou espancados pelo homem. Há famílias inteiras de macacos dizimadas.

Além de causar um desequilíbrio ambiental, isso só prejudica o monitoramento da febre amarela. Por ser o hospedeiro principal do vírus, o macaco funciona como um indicador da doença para os pesquisadores e é a partir deles que se sabe onde começar campanhas de vacinação para o vírus não chegar ao ser humano.

O transmissor da febre amarela é o mosquito! Maltratar ou matar animais é crime ambienta! Caso você encontre um macaco morto ou apresentando comportamento anormal entre em contato imediatamente com os seguintes canais:
 

- Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ): 21 2333-3899

- Plantão SES-RJ: 21 98596-6553

- Por e-mail: [email protected]

- Prefeitura do Rio de Janeiro: ligar para 1746

- Denuncie a ocorrência ao Disque-Denúncia Ambiental, através dos telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior).
Aproveite o verão sem arriscar a saúde

Não tem erro: a vacinação é a forma mais eficaz de se prevenir da doença por muitos anos. E nesta época do ano, boa para fazer trilhas e acampar, é bom contar com outras formas de prevenção como:

  • Usar repelentes para evitar picadas e lembrar de aplicar o protetor solar antes;

  • Evitar o uso de perfumes em área de mata;

  • Vestir roupas compridas e claras nestes locais;

  • Como há o risco, mesmo que remoto, da doença ser contraída de forma urbana tome os mesmos cuidados da prevenção da dengue, como não deixar água parada;

  • Durante a época de maior incidência do vírus, evite áreas com registro da doença. E caso vá viajar, tome a vacina pelo menos 10 dias antes.

Os melhores remédios para a febre amarela ainda são a informação e o cuidado constante com a saúde. Por isso, não fique com dúvidas. Acesse a nossa cartilha sobre a febre amarela e acompanhe as minhas redes sociais para ter sempre dicas e alertas para proteger você e sua família.

Grande abraço e proteja-se.

André Corrêa.

 

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