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Programa de reaproveitamento de óleo vegetal do Estado ganha novas parcerias e expande atuação

Programa de reaproveitamento de óleo vegetal do Estado ganha novas parcerias e expande atuação

Após ser lançado nas escolas e ampliado com as ações das Olimpíadas 2016, o programa PROVE recebe apoio da Igreja Católica e espera dobrar coleta de óleo

 

Amigos, mais de 15 milhões de litros de óleo de cozinha já foram destinados à reciclagem no Rio de Janeiro por meio do PROVE - Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais. Nas Olimpíadas, por exemplo, mesmo com tantos atletas e turistas que recebemos no nosso Estado, um litro sequer de óleo gerado na Vila Olímpica e nas arenas chegou ao meio ambiente ou aos nossos rios e mares.

A expectativa para 2017 é melhorar ainda mais esses resultados, agora que temos também ao nosso lado a Igreja Católica. A oportunidade surgiu com a participação da Secretaria do Ambiente na Campanha da Fraternidade 2016 e, no final de novembro, formalizamos a parceria do PROVE com a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro na abertura da 56ª edição da Feira da Providência.

Com isso, nos próximos meses diversas paróquias da cidade do Rio de Janeiro, entre elas a Catedral Metropolitana, localizada no Centro, vão receber ecopontos para que a população possa descartar óleo usado. A logística de instalação dos pontos de coleta vai ser planejada por uma comissão que envolve representantes da Secretaria do Ambiente e da Arquidiocese.

Com a expansão, conseguiremos promover a inclusão social de mais catadores e recicladores que atuam no programa. Hoje, mais de 500 famílias fluminenses têm sua renda obtida pela reciclagem do óleo. A venda do material para a produção de produtos como biodiesel e sabão é toda revertida para esses profissionais e no caso do óleo coletado nos ecopontos das paróquias o valor obtido será destinado a um fundo para a realização de projetos sociais em parceria com a igreja.

Além disso, as mais de 50 cooperativas de coleta seletiva que atuam no PROVE continuarão a receber apoio técnico e logístico. A frota de veículos disponível atualmente também será utilizada para coletar o óleo nas paróquias.

Ricardo Alves, coordenador do Programa Ambiente Solidário, iniciativa da Secretaria do Ambiente da qual o PROVE faz parte, explica que a meta é ampliar, gradualmente, o número de paróquias participantes e dobrar a coleta de óleo no Estado por meio de parcerias.

“Vamos começar com a instalação dos ecopontos em oito paróquias da Zona Sul e queremos em dois anos estar em 50% das igrejas do Rio de Janeiro. Pretendemos, em breve, fechar parceria também com a administração da Igreja Católica no norte do Estado e envolver outras instituições religiosas, como é o caso do Lar Espírita Meimei, em Valença, com quem temos parceria do PROVE. Com a soma desses parceiros, que envolvem também comércios, prefeituras, associações de moradores, entre outros, queremos atingir a marca de 300 mil litros de óleo coletados por mês”.

Na abertura da Feira da Providência, ao firmarmos a parceria com a Igreja Católica o cardeal Dom Orani reforçou que cuidar do meio ambiente também deve ser uma preocupação da igreja e que a instituição entende a importância do reaproveitamento do óleo vegetal para a preservação das águas. Nosso Estado agradece.

Um trabalho coletivo de cooperativismo e educação ambiental

As ações de coleta e reciclagem de óleo de cozinha ganharam ainda mais visibilidade depois dos Jogos Olímpicos. Em uma ação conjunta com a Rio 2016, o PROVE promoveu o reaproveitamento de litros de óleo utilizados para preparar a comida dos atletas na Vila Olímpica e dos espectadores no Parque Olímpico da Barra, no Engenhão e em Deodoro. Para isso, foram espalhados galões nesses locais para recolher e encaminhar o produto para as cooperativas da Ecoponto, que destinaram o óleo reciclado para indústrias de produção de biodiesel.

Após as Paralimpíadas, o PROVE voltou a intensificar as ações de conscientização nas comunidades, que já estavam envolvidas em ações de educação ambiental por meio das escolas. No início de 2016, diversas instituições de ensino da cidade do Rio de Janeiro começaram a receber a instalação de ecopontos, como foi o caso de escolas municipais da Rocinha, Rio das Pedras (Jacarepaguá), Ilha do Governador, Irajá, Anchieta e Campo Grande. Em Teresópolis, Região Serrana do Estado, também foi instalado um ponto de coleta na Escola Estadual Lions Clube.

Está em andamento também uma mobilização em condomínios para conscientizar moradores. Em meados de março foi feita uma ação no Condomínio Trio de Ouro, em São João de Meriti, que receberá postos de coleta e gerar com isso uma fonte de renda para o próprio local. Além disso, no início de abril o PROVE participou da ação social em um condomínio de baixa renda em Nova Sepetiba.

Temos dialogado ainda com prefeituras, empresas, organizações sociais, comércio, entre outros atores. Queremos que cada vez mais pessoas entendam que quanto maior a participação da sociedade nesse trabalho, mais visíveis serão os benefícios para o Estado e para cada um de nós.

Reciclagem inclusiva apoia mais de 500 catadores em rede solidária

Assim como o PROVE, outro projeto que também faz parte do Programa Ambiente Solidário e está voltado para o cooperativismo e educação ambiental é o trabalho com catadores em rede solidária. No dia 19 de dezembro tive o prazer de participar da entrega dos certificados aos 240 catadores que fizeram a coleta seletiva nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e o que mais chamou a atenção foi a união e fortalecimento das cooperativas com esse trabalho.

A catadora da Rede Reciclar Rio, Zilda Barreto da Silva, foi uma das trabalhadoras que recebeu o certificado e disse se sentir valorizada com a iniciativa. “A gente se sentia um peixe fora d’água. Tínhamos o trabalho, a responsabilidade, mas não éramos vistos como parte da sociedade. Eu vi nesse trabalho uma forma de poder mostrar para o mundo que o catador é um trabalhador com suas responsabilidades, deveres e direitos”.

Já o secretário nacional de Economia Solidária, Natalino Souza Costa, ressaltou o legado deixado pelo trabalho feito nas Olimpíadas. “Dentro da política de catadores, foi uma forma que o Rio de Janeiro desenvolveu uma atividade que teve expressão mundial e, ao mesmo tempo, trouxe para o grupo que participou uma possibilidade de trabalho e renda”.

Reaproveitar o óleo também valoriza nossa economia

Em fevereiro, o PROVE foi reconhecido com o certificado Emissões Evitadas do Carbono Compensado por ter contribuído para impedir que 64,5 toneladas de gás carbônico chegassem à atmosfera. Por meio do programa, 16% dos 170.218 litros de óleo vegetal coletados em 2015 pela campanha “Não jogue seu óleo pelo ralo – Prove Costa Verde” foram transformados em biodiesel. Atualmente, cerca de 30 mil litros de óleo coletado no Estado vêm dessa região, principalmente dos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro.

Produzir biodiesel dentro de casa deixa o nosso país menos dependente da importação desse produto. Esse tipo de energia 100% renovável é usado em transportes de grande porte como caminhões, ônibus, embarcações e ainda abastece máquinas e barcos de pesca, o que favorece o desenvolvimento econômico local. Sem falar que o biodiesel emite menos poluentes do que o diesel comum.

Além disso, a logística reversa do óleo usado reduz o descarte desnecessário de resíduos no meio ambiente. Além de biodiesel, o óleo reciclado também pode ser utilizado na produção de produtos como sabão em barra, detergente ecológico, glicerina e resina.

Quer fazer sua parte? Vem com a gente

O descarte indevido do óleo de cozinha é responsável por grande parte da degradação ambiental que temos visto nos últimos anos. Um litro de óleo pode chegar a contaminar 25 mil litros de água. Além disso, despejar óleo pelo ralo pode entupir a tubulação da sua residência e comprometer as redes públicas de esgotamento sanitário, o que encarece o tratamento da água.

Mas, você pode fazer a sua parte. Separe o óleo, de preferência, em garrafas PET e solicite a retirada do produto em seu condomínio ou estabelecimento comercial. Entre em contato com o PROVE para mais informações pelos telefones (21) 2334-5902 ou 2334-5354, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Caso prefira, envie um e-mail para: [email protected].

Estou disponível também para ajudar a tirar dúvidas pelo Fale Comigo ou pelas minhas redes sociais. E lembre-se: dar o destino correto ao óleo vegetal ajuda a gerar empregos e a preservar a qualidade das nossas águas.

Estamos juntos nessa!

Grande abraço,

André Corrêa.

 

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